domingo, 22 de junho de 2014



Cenário: Manuel e Cenoura a fazer a caminhada matinal. Cenoura em (recém-aprendido) sofrimento. Tempo a dar sinais de chuva.

Manuel: Voltamos para casa? 
Cenoura, agarrando-me na mão e olhando para os meus olhos: Explica-me... porque é que não comprámos antes um buldogue francês*?


*Aparentemente, os jovens casais optam por adoptar um cão (o buldogue francês está muito na moda) em vez de engravidarem e terem filhotes. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Assim um(a) post(a) a correr...

Imaginem o cenário.

Um homem, uma mulher, um carro com GPS. O homem, assumidamente, não sabe o caminho, não faz ideia do que vai encontrar e tem um ligeiro receio de ir parar a uma zona com indígenas. A mulher sabe sempre o caminho, pelo menos na teoria, nunca se perde e, consta na utopia social de alguns grupos, inventou a própria bússola. O GPS, como todos os GPS, não deve estar actualizado, se é que alguma vez esteve. 

Chega ao fim de uma estrada que aparentava não o ter e ouve-se um:

"A 700 metros, na rotunda, siga pela terceira saída". 

Imaginem que eu queria ir para Faro, aquela rotunda, exactamente na terceira saída, indicava PORTO, a letras gigantes. 

Lá suspiro e digo um redundante: "Estamos $#$%$&, Cenoura". Que não, que não estamos, que ela sabe exactamente onde está, para sair antes na segunda, que o GPS percebe nada daquilo. 
Nunca fui de contrariar a minha mulher, muito menos o faço agora. Saio na segunda saída e somos apresentados a uma estrada igualmente longa. Engulo um "Ai a minha vida", olho em volta e finjo que ajusto o som. 

Andamos uns valentes metros e ouve-se um: "A 700 metros (sempre a 700), no cruzamento curve à esquerda". O cruzamento, meus caros, não apareceu, logo está a situação resolvida. A minha mulher sugere algo improvável, muito improvável e assustador e eu cumpro os seus desejos, mas ao contrário. 

"Chegou ao seu destino", ouve-se uns minutos depois.

"Vês? O GPS não percebe nada da coisa. Ainda bem que me tens a mim", diz-me ela. 

Não sei como é que vou fazer quando estiver com os nervos a conduzir para o parto da criança. Acho que o meu filho vai nascer num monte alentejano.