terça-feira, 25 de março de 2014

Temos dormido bastante mal cá por casa. Horas e horas de “pára-arranca” de sonhos.  Ontem a sorte parecia ter mudado.

Eram três da manha e estava o Manuel aconchegado na Cenoura e, possivelmente, a não ter um pesadelo, quando sente a respiração dela a subir pelo pescoço até à cara, descendo outra vez para o pescoço, com as mãos a poisar sobre os ombros.

Chamem-me o que quiserem, mas eu tenho uma ligação directa. X igual a Y, nunca penso no Y1, ou no Z. É sempre Y. Como podem imaginar, portanto, as minhas luzes de felicidade acenderam-se todas e o meu grilo falante bradou um “Yuuuuupi!”. Lá a cingi ainda mais contra mim, dizendo algo que não vou passar para o “papel”, exprimindo toda uma alegria com mil e quinhentos beijos e apalpões quando ouço um sussurrar: “Estou maldisposta, cheira-me a tangerina”

Tangerina. Ninguém tinha comido tangerina, não há cremes de tangerina em nossa casa. TANGERINA?!
É isto que nos espera? Cheiros vindos do além, às três da matina? 

2 palmadinhas no ombro:

Vera, a Loira disse...

Vais ser papá Manel?

Manuel disse...

Loiraça, aleluia :D