quinta-feira, 13 de março de 2014

"Há quem diga que sou louca por te querer assim, quem diga que viver a tua vida me será a morte. Sabem lá eles o que é o teu colo em dias de lágrimas, o que são os meus ombros quando te desistes de ti. Sempre que cais estou pronta a levantar-me. Temos um código simples que só nós descodificamos: quando me faltar a respiração tapa a minha boca com a tua. Não perguntamos perguntas impossíveis (o mal dos Homens são as perguntas impossíveis; passamos pela vida à procura de as e esquecemo-nos de que a felicidade está entre parêntesis, nos pequenos momentos em que estamos a salvo do texto inteiro, da frase absoluta, do parágrafo final), não queremos que haja uma explicação para o que acontece entre as peles. Queremos que o tempo pare com o nosso movimento, e quando nos afastamos é para estarmos prontos para um regresso melhor. "

"Não sei a mulher que sou mas sei a mulher que não sou. Não sou a mulher que se esconde nos tachos, a mulher que se cala nas horas, que se entrega ao embuste da segurança, à fraude suportável de ver passar o tempo. Não. Não sou. Não sou a mulher do fado e das lágrimas, a mulher do enfado e das rotinas, dos sonhos que se arrastam pelas esquinas. Não. Não sou. Não sou mulher de sorrisos quando existe a gargalhada, de aldeias quando existe o mundo. Não sou nem um milímetro menos do que aquilo que posso ser, e se um dia cair foi porque tentei saltar e não porque preferi aceitar,
Antes um Titanic afundado do que um barco que não vai a nenhum lado.
Não sei o que sou mas sei que sou tua." (Pedro Chagas Freitas)

Já me expressaram, por sortidas vezes, que não devia viver a minha vida na servidão do meu sentimento por alguém, ou por algo. 
Por sinal, nunca se referiram ao sentimento que sinto por ti, foi uma generalidade do passado, se o tivessem feito teria de pedir escusa, com um murro na mesa, defensando a honra do que nutro por ti, do que sentimos um pelo o outro, nesta pertença mortal e que nos dá, ao mesmo tempo, toda a vida que necessitamos. 

Jurei há uns tempos, e foi uma daquelas juras de sangue e lágrimas, sangue dos nós dos dedos amassados contra a parede fria, com a gorja friíssima de uma raiva que ninguém ou nada pode combater, que nos passa nas veias e se dispersa pela alma, afiancei, e já te contei que jurei, que ninguém mais haveria de me ter. Vivi essa jura tempo. Não muito, nem pouco. Vivi essa jura o tempo certo para não precisar de jurar mais, para te encontrar, para me perder em ti, por ti, contigo. Um minuto a menos e teria sido um erro.


Sei que és tudo para mim quando te leio em cada coisa. 

2 palmadinhas no ombro:

Lia disse...

Tanto amor :') ♡

Manuel disse...

Tem de ser, tem de ser (nem tem, mas nós queremos que tenha).