sábado, 15 de fevereiro de 2014

Há pouco dei por mim, a limpar as mãos a um pano, de um conjunto de quinhentos que a minha sogra-avó nos deu, depois de arrumar a loiça que escolhemos os dois. Ali, no meio da nossa cozinha, que parece que foi feita à nossa medida, senti-me mais homem do que alguma vez me havia sentido a desempenhar estas tarefas.  
Comentei em voz alta, enquanto caminhava para o sofá de onde te posso ver no teu sítio de trabalho favorito. Levantaste a cabeça para mim, sorrindo e, que morra já aqui, nunca te tinha gostado mais do que naquele momento, com a tua roupa de andar por casa, os meus chinelos (gigantes para ti) nos pés, com os óculos a descair no nariz, deixando brilhar, ainda mais, o verde dos teus olhos.
Recostei-me no sofá, pensando escrever no "papel" tudo aquilo que estava a sentir, combatendo o desejo de te raptar para junto de mim pois, entretanto, havias retomado o raciocínio, franzindo levemente o sobrolho de tempos a tempos.
Estava capaz de o fazer, mas nunca te gostei tanto como há uns segundos, quando ciciaste, ao ver-me dedilhar no portátil, “Steve Rogers, tu vê lá o que é que escreves.”, tirando-me toda e qualquer capacidade de raciocínio.


Ad astra et ultra 

6 palmadinhas no ombro:

Lia disse...

Para quem lhe faltou o raciocínio.......

Diário de uma Maria Ninguém disse...

Opá... são coisas como esta que fazem-me ter uma réstia de esperança no amor...

Like.

Nada disse...

Chegar a casa e ler o teu texto transmitiu-me um conforto caseiro. Tão simples e tão bom que é ter um momento desses =). Ser feliz sabe bem

Manuel disse...

E faltou, ou teria escrito mais. O melhor ficou por dizer :p

Manuel disse...

Eu não escrevo mais sobre este tema para não enjoar. Sou um lamechas , às vezes.

Manuel disse...

Grande rave, oh Nada :p .

Nunca estive melhor, é a verdade.