quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Cá pelo meu burgo

Hoje tive a casa só para mim. Não fui trabalhar e, como ando carente de descanso, recomendaram-me que ficasse pela cama, quietinho e sem me dar a grandes esforços.
Depois de distribuir os meus amores pelos locais em que estão sem mim, voltei imediatamente para casa. Com um sorriso de orelha a orelha atirei a camisola e as calças para a cadeira enquanto mergulhava, literalmente, para baixo do edredão espectacular que comprámos no IKEA (recomendo!). Não tardou que fosse invadido pela moinha do sono.

Adormeci, e sonhava não sei precisar com quê, quando, inesperadamente, tocam à campainha. O racional que há em mim ignorou o toque justificando com o facto de ser a hora do carteiro, do padeiro, dos jeovás, e sabe-se lá mais de quem. Aconcheguei mais o edredão contra o queixo e aguardei o silêncio que não chegou.

A muito custo, saltei da cama, desci as escadas e dirigi-me para a porta da entrada, gelando completamente no caminho. Sem nenhum motivo coerente, a minha vizinha (que mal me conhece, à semelhança de todos os nossos actuais vizinhos) sentiu-se no direito de pressionar insistentemente a minha campainha. Sorri, com aquele sorriso que indica que acabei de ser acordado e que tal acto não me satisfaz, e questionei o motivo de tal chinfrineira. Ao que parece, por aqui é normal tocar à campainha das pessoas para perguntar se a TV está a funcionar.

Voltei para a cama, tornei a aconchegar o meu próprio edredão e, quase a cair no sono, fui novamente despertado, agora pelo telefone de casa. Quem me conhece, e quem tem o número cá de casa deveria conhecer, sabe que eu não atendo o telefone, dificilmente falo ao telefone  e que fico extremamente lixado por ouvir o telefone a tocar. Ignorei e voltou a tocar, e a tocar, e a tocar. O modem foi, claro está, desligado. Quem me importa, usa o telemóvel. 

Repetindo a cena do aconchego, pouco tempo volvido, torno a ser despertado pela vizinha atenciosa que, desta feita, queria informar-me de que o problema da TV não era geral, que não me preocupasse que já se tinha informado (talvez com o vizinho do lote do lado). Agradeci preciosa informação, não voltei para a cama e estou, desde então, com um adorável humor. 

3 palmadinhas no ombro:

DN disse...

epá... mata a vizinha. ahah

Lia disse...

Epa, como me alegra que ainda sejas uma pessoa que respira :D

Bem voltado! (seja lá por quanto tempo for :p)

Quanto à vizinha, podias perfeitamente tê-la mandado pastar :$

Manuel disse...

DN, acho que seria um mau começo de vida aqui na zona, :p.

Lia, respiro perfeitamente, por sinal. Quanto à minha vizinha...tive vontade, mas lembrei-me do que me ensinaram e sorri :( .