Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Carta a um sujeito que, apesar de já ter barba, continua a ser um ser embrionário

Caro paspalhão, podes simular ter todo o talento do mundo, podes envergar os fatos mais dispendiosos, conduzir os automóveis que julgas melhores, consegues ter um clube de idiotas a bajular-te, mas, juntando as peças, continuas a ser um indigente de espírito que não sabe colocar as vírgulas.

Se há criatura que não merece o respeito de outrem, é aquela que, aproveitando-se dos tristes que não conseguem captar a mensagem, utiliza a famosa técnica do “falar verdade a mentir”, sendo que a verdade não é verdade, mas é a sua verdade. Dizer o que se pensa, como se não se pensasse é, no mínimo dos mínimos, um pedido de ajuda, uma vontade imensa de ser um alvo andante.

Como já dizia o meu pai, “nos sapatos do meu velho eu sou um grande homem”. Quem nasce rico será sempre rico, a não ser que seja estúpido, mas quem nasce pobre, por muito que estude, independentemente do que estude, dificilmente vai ser mais do que um assistente, sendo que, certo e sabido, terá que começar por baixo, a atender telefonemas de pomposos filhos de uma bicha que nunca fizeram nada de especial mas que, mesmo assim, conseguiram ter tudo na vida…acham eles.

Por vezes, naqueles dias mais azedos, desejo que este país vá mesmo a baixo, sem hipótese de salvação. Que tenha de se começar do menos trinta, com complexidade, com muita dificuldade. Tenho a certeza que os muito abastados seriam muito mais afectados do que estes psicólogos, ou estes licenciados em História das Artes que, com muita decência, aproveitam qualquer trabalho digno que lhes possibilite sair das saias da mamã e dos sapatos do papá… Já que querem escrever a sua história, e não viver de direitos de autores de histórias escritas pelos progenitores.

Estes, minha grande cavalgadura, não teriam obstáculo algum em sujar as mãos, já tu…partias as unhinhas, já que também as deves ter impecavelmente limadas.

Tanta culpa tem quem escreve como quem bate palmas à porcaria escrita. 

Coincidências estúpidas

No dia mundial sem tabaco (ou lá como se chama), ia o Manuel muito tranquilo na sua viatura de trabalho, com alguns moços, quando surge a habitual achega relativa ao trânsito. Ouve-se algo do estilo:

"Trânsito interrompido na Tabaqueira (Zona de Sintra, para quem não sabe), vários porcos estão a circular na via"

Considero que foi um sinal. Não fumem, não sejam porcos. 

Estava o Manuel a deitar-se, muito tranquilo...

E começa a ouvir esta música do nada:



Serenatas a esta hora (tenho vidros duplos)? Ou estará com algum tipo de esquizofrenia?

Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Tinha pensado em escrever este post de uma forma mais indirecta (sim, eu pensei muito nisto), sem dizer o que penso claramente, dando espaço para análises e deduções erradas; mas não o vou fazer. Tenho sido informado de que sou demasiado fechado e ambíguo, que tenho de dizer mais o que me vai na cabeça, mesmo que quem ouça/leia não goste/respeite.
Estão avisados, este post não vai ser, minimamente, poético.

Faz-me confusão a forma como algumas pessoas consideram descer de cavalo para burro. Estou a falar, claramente espero, de mulheres, das mulheres que fizeram parte da minha vida, romanticamente.

Considero-me um tipo original. Nem estou a dizer, pelo menos neste parágrafo, que sou melhor que os outros, estou apenas a constatar um facto: Eu não sou como o homem comum, quem lida comigo consegue compreender, com facilidade, esse facto. Não forço os meus sentimentos, não sou simpático per si, muito menos sou o tipo que se aproveita das fases piores na vida das mulheres, não preciso que as mesmas estejam em baixo para me inserir na sua vida, não…eu gosto de saber que são difíceis, que não precisavam de mim mas que aceitaram ter-me na vida delas. Gosto de mulheres que se valorizam.

Portanto, irrita-me, a bater no profundamente, ver os candidatos merdosos, burros, rascas, panhonhas, resumidamente: “de merda” (tatuar isto na testa dos cavalheiros), que se consideram aptos, que se alvoram no direito, a executar a missão, agora mais simples, de conquistar a mulher que eu já arrebatei.

Atentem, eu não gostaria (se calhar até gostava, mas pareceria mal) que as mulheres com quem me relacionei vestissem o hábito de freiras no término da nossa relação, nada disso, mas daí a abrirem as portas a qualquer idiota? Isso já é gozar com a tropa… Não vos ensinei coisa alguma?

É vê-los com as piadinhas forçadas, sem pingo de bom humor, mas com um desejo notório de o ter. As caras horrivelmente desvirtuadas, provavelmente graças à genética (querem ter filhos com aquelas trombas?!), a conversa de elevador, monocordicamente debitada, o modo “cola” ligado e, o que mais me irrita, aquela tentativa falhada, aquele ímpeto, de tentar imitar o que acham que eu fui.

Novidades para vocês, cavalheiros: Não vai acontecer. Não vão conseguir, só vão ganhar um amigo (que por sinal não é muito calmo) e pena da parte dos vossos pares (falta de juízo sempre suscitou pena! Espero que tenham amigos).

Por outro lado, se acabarem por conseguir entrar, incompletamente (nunca conseguiram o que eu consegui, nunca!), peço-vos desde já desculpa. Um fantasma do meu tamanho é difícil de contornar, de ignorar naqueles momentos a dois…percebem?

Posso não ser o melhor, mas sem dúvida que era melhor com elas do que vocês alguma vez conseguirão ser (muito menos com esse ar tacanho e falta de humor próprio.)
Hoje aconteceu-me uma coisa tão improvável quanto inédita, espectacularmente estranha, mas boa. Muito boa.

Já fiz tanta coisa na minha vida, nunca senti uma palmadinha nas costas tão bem dada. Acho que já posso morrer, sou um homem realizado.

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Relativamente ao post anterior, dei um tiro no escuro. Provavelmente foi arriscado de mais, mas quem não chora não mama! (auge de classe no meu blogue.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Cenário: Manuel a preparar-se para sair. Vizinha, muito simpática, a correr na minha direcção.

Pessoa: HEY!!! 
Manuel: What's up? 
Pessoa: (A arranhar no português) Que vais fazer no (inserir data e hora)?
Manuel: Nada, acho eu. Devo estar por casa.
Pessoa: Amanhã vem ter comigo, que tenho dois bilhetes para te dar. Para ires com a Maria! (Inserir grande sorriso).


Como é que se diz a uma pessoa simpática, tão feliz por nos facilitar uma saída, que a Maria não tem presença?