sábado, 11 de novembro de 2017

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Há quase cinco minutos inteiros que estou a olhar para uma tela em branco, a pensar no que escrever. 
Não me apetece forçar, mas também não me apetece desistir e dar a taça à falta de criatividade.

Não sei como é que fui concebido. Nunca tive a lata de perguntar ao meu pai e, sinceramente, acho que não estou preparado para saber. Imagino ali uma luta de egos medonha, o meu pai a tentar ganhar à minha mãe numa qualquer competição, a minha mãe a tentar sobrepor-se ao meu pai e, em suma, um forrobodó épico, daqueles que originam putos marados como eu.

Tudo isto para dizer que tenho uma clara necessidade de ser o melhor em tudo nesta vida e, com é bom de ver, isso é impossível. Quando digo que algo é “impossível”, ouço a voz do velhinho a dizer “Impossível é só o que ainda está por fazer”, ou uma léria qualquer que ele me dizia enquanto eu empurrava o chão com as mãos num estado de “pré carne viva”…e baralho-me, quando me baralho já não sou o melhor no que toca à concentração e percebo que estou a deitar conversa fora.

Resumindo e baralhando, aproveitando a dócil vantagem do “sê o que quiseres, mas sê bom e feliz” do blogger, vou aparecer e deitar conversa fora com ninguém em particular, porque sim, porque posso, porque é grátis, porque me apetece e porque não posso beber gin para passar o tempo, assim bebo gin enquanto escrevo e é “intelectual”.


É isso. Passaram uns minutos valentes.